sexta-feira, 15 de junho de 2012

TEMPEROS - O que dá gosto...

Há quem tenha verdadeira compulsão por colecionar receitas, sejam as trocadas com amigas, livros, revistas, sejam as publicadas em sites especializados. Para alguns, cozinhar é um exercício intuitivo; para outros, o sucesso com as panelas vai depender de um longo e exaustivo aprendizado. Afinal, é quase um alquimista quem logra transformar poucos ingredientes em verdadeiros quitutes.
Para os leigos, o ato de descobrir novos sabores é o que mais atrai nessa seara. Pontos também para quem experimenta e mistura especiarias sem medo de errar nas combinações. Isso no mínimo desperta os sentidos dos comensais. Mas não estamos aqui para falar de experiências gastronômicas, mas para destacar a importancia desses ingredientes, que infelizmente para muitas pessoas são desconhecidos.
O mais curioso é que esses ingredientes existem há muito tempo; são descritos em narrativas que antecedem o descobrimento de nosso País.Não por acaso, a busca pelo exotismo e pelos aromas inebriantes, proporcionados pelas centenas de temperos, propiciou o descobrimento do Mundo Novo; incluam-se aí as terras brasileiras.

As Ervas Mais Comuns

Aipo - Usa-se dele o caule e as folhas frescas; também é encontrado em pó. Um bom tempero para saladas de folhas e legumes, molho de tomate, sopas, cozidos de carne e caldo verde. Rico em vitamina A e C, ajuda a reduzir a pressão arterial e o chamado colesterol ruim.

Alecrim - Conhecido também como rosmaninho, tem sabor forte e inconfundível. Fica muito bom em carnes, aves, peixes e massas. Na aromaterapia, seu odor contribui na melhora do ânimo. Como óleo essencial, é utilizado em massagens para aliviar dores musculares.

Cebolinha - Encontrada fresca ou seca, pode ser consumida crua ou em refogados. è bem-vinda em omeletes, sopas, molhos, legumes cozidos, bolinhos de carne ou de peixe, saladas. As variedades disponíveis são a cebolinha-verde, a cebolinha-francesa e a nirá, proveniente da Ásia, de sabor mais forte.

Estragão - Tem aroma picante e sabor acentuado. É utilizado no preparo de vinagretes, saladas, peixes, omeletes e molhos.

Coentro - De sabor e aroma característicos, é originário da África. Ganhou esse nome devido ao aroma dos frutos verdes que lembra o dos percevejos - ou Coriandrum, em grego. Conta-se que as "bruxas" da Idade Média empregavam a erva na fabricação de poções mágicas afrodisíacas. Quem o prova ama ou odeia. Usado para temperar peixes e frutos do mar, é indispensável na preparação de moqueca.

Salsa - Os gregos já conheciam a salsinha, que era empregada em tratamentos medicinais. Coube aos romanos introduzi-la na culinária. De sabor suave (ao natural ou desidratada), pode ser utilizada no preparo de todos os pratos salgados. Na culinária mexicana, o termo "salsa" é atribuído aos molhos, tanto de misturas frescas como cozidas, com tomatillos, chilis e coentro. Na Itália, a palavra "salsa" designa molhos de forma geral. Tem diversas propriedades terapêuticas, entre elas, a de ser diurética, combater os gases intestinais e facilitar a expectoração.

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